Neste ano a Receita Federal do Brasil tornou obrigatória
a utilização do Certificado Digital para o envio de declarações e
demonstrativos das empresas que tenham cadastradas sua assinatura digital.
A estratégia implantada pelo órgão vem para consolidar
meios ainda mais seguros de encaminhamento de
documentos pelos contribuintes.
Segundo o coordenador contábil da Bilanz Gestão
Contábil, Cesiro Aparecido da Cunha Junior, embora a
certificação digital seja usada há bastante tempo nas
operações junto a Receita, antes ela era obrigatória apenas
para empresas que optavam por declarar pelo lucro real.
“Hoje, todas as empresas devem utilizar o certificado digital. A única exceção vai para as empresas optantes pelo sistema simplificado de impostos”, explica Cesiro.
O coordenador da Bilanz disse ainda que a certificação, muito mais do que uma
necessidade da Receita, proporciona ao contribuinte e também ao profissional da
área mais segurança, pois garante a origem das informações a
partir de códigos mais difíceis de serem decifrados na rede.
“Assim como o contribuinte terá certeza que a informação
declarada será enviada corretamente à Receita, a Receita
também saberá que foi ele quem enviou a informação.
Assim as operações ficam mais seguras e muito mais
rápidas, facilitando inclusive
o nosso trabalho no dia-a-dia”, diz Cesiro.
Antes, os contadores e empresários não contavam com
o apoio desta ferramenta, onde era possível transmitir
arquivos sem a autorização dos responsáveis
pelas empresas. Assim, a possibilidade de
erros e fraudes eram maiores, pois bastava ter um computador
com acesso a internet para efetuar as entregas.
Sobre o investimento
Muitos empresários acabam pensando que o custo
para aquisição do certificado digital se faz desnecessário, mas felizmente, ele acaba sendo
uma ferramenta com custo ínfimo, se comparado com os
gastos com horas de funcionários em filas e esperas em órgãos federais, custos
com cartórios, cópias entre outros gastos que eram necessários quando os
processos deviam ser feitos, obrigatoriamente, junto aos órgãos
competentes, sendo que hoje muitos destes serviços podem ser feitos
através de um “auto atendimento” apresentado pelos órgãos públicos.

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